Archive for março \31\UTC 2012

Escritores e manias

31/03/2012

Dizem que Ernest Hemingway gostava de escrever em pé e nu, Edgard Wallace gostava de ditar para um gravador e Paul Verlaine só trabalhava sobre a influência de drogas.

Há pouco tempo o romancista Michel Laub, amigo de longa data, fez a si mesmo a pergunta que milhões de leitores costumam fazer ao menos uma vez na vida: na hora de escrever, os escritores se submetem a um ritual qualquer? Por experiência própria, Michel sabia que sim, que os escritores têm certas peculiaridades, manias, esquisitices, excentricidades na hora de escrever. Então ele resolveu sair perguntando. Assim teve início a divertida antologia Cem escritores brasileiros e suas manias quando escrevem.

Noventa por cento de qualquer coisa

21/03/2012

A Lei de Sturgeon, lançada pelo escritor Theodore Sturgeon, afirma que “noventa por cento de qualquer coisa é lixo”. Impossível discordar dela.

Basta olhar em volta. Noventa por cento dos filmes e das peças em cartaz, dos lançamentos numa livraria, dos artigos publicados nos jornais e nas revistas, da programação da tevê aberta e da tevê por assinatura, das músicas disponíveis na web parecem mesmo não ter valor algum. Lixo cultural. Mas difícil é saber com cem por cento de certeza o que exatamente é lixo e o que é luxo, porque sobre os dez por cento restantes jamais haverá consenso.

No jornal Rascunho, o artigo completo.

Pequenos grandes horrores

04/03/2012

Faz pouco tempo, pra vencer o tédio da espera, comecei a escrever contos curtos e minicontos na fila do banco, no metrô etc. São histórias breves, de temperamento fantástico ou bizarro, às vezes apenas o esqueleto de um enredo: uma estrutura que, diferente do esqueleto dos vertebrados, não precisa de carne nem músculos pra parar em pé.

Planejo enviar os melhores contos aos jornais e revistas culturais de papel ou online. Dois deles já foram publicados recentemente, um no jornal Rascunho e o outro na revista Lama, ambos de Curitiba.

Bilhetes (ilustrado por Theo Szczepanski)
Sermão contra a imaginação (criado a partir de uma ilustração de Daniel Gonçalves)

Até agora escrevi dez contos curtos e dez minicontos. Continuarei o exercício, sem pressa, até reunir pelo menos umas sessenta ou setenta ficções. Quando chegar a isso, escolherei as melhores para um livro que se chamará Pequena coleção de grandes horrores.