Bem-vinda crise

Critica literaria comtemporanea

A crítica literária está em crise? Há muito tempo. Não podia ser diferente, podia? Se todas as manifestações culturais — da ciência à religião, passando pela arte e pela política — estão em crise aguda há pelo menos um século e meio, por que apenas a crítica literária escaparia ilesa dessa situação global?

A atual crise epistemológica, da natureza e dos limites da aquisição de conhecimento, é fruto do tão desejado equilíbrio de forças proporcionado pela democracia. Ao permitir e incentivar a multiplicação de vozes destoantes, a democracia pressupõe o conflito perpétuo de ideias. É claro que, pra quem preferia viver numa sociedade menos conflituosa, esse pode ser um detalhe deveras embaraçoso: não é possível democracia sem crise de ideias.

Acaba de ser lançada pela incansável Record a antologia Crítica literária contemporânea, organizada pelo professor Alan Flávio Viola. Os vinte textos que compõem o livro espetam a crise de modos diferentes, cada qual à sua maneira: com raiva, com carinho, pela frente, por trás. São, por isso mesmo, um retrato prazeroso e instigante do multicolorido cenário atual, de bem-vinda crise epistemológica.

Eu colaboro com o breve artigo Crítica é cara ou coroa, publicado anteriormente no jornal Rascunho e na coletânea Muitas peles.

A antologia traz ensaios também de

Alberto Pucheu
Antonio Carlos Secchin
Carlos Emílio Corrêa Lima
Carmen Cristiane Borges Losano
Ettore Finazzi-Agrò
José Carlos Pinheiro Prioste
José Castello
José Luís Jobim
Luciene Azevedo
Machado de Assis
Marco Lucchesi
Marta de Senna
Mauricio Salles Vasconcelos
Paulo Franchetti
Pedro Duarte
Renato Rezende
Ronaldo Lima Lins
Sebastião Marques Cardoso

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