Ficção científica brasileira na revista Gláuks

Breve panorama das tendências contemporâneas da ficção científica brasileira é o título do excelente artigo que os professores Rodolfo Londero e Rosani Umbach publicaram no penúltimo número da revista Gláuks, do Departamento de Letras da Universidade Federal de Viçosa.

Resumo
Atualmente é possível reconhecer na produção brasileira de ficção científica três grandes tendências: 1) a história alternativa, incluindo a recentíssima febre steampunk; 2) a ficção cyberpunk; e 3) a ficção borderline (obras na fronteira entre a ficção científica e a ficção mainstream). As três tendências surgiram durante a Segunda Onda da Ficção Científica Brasileira, período que abrange o início dos anos 1980, sendo cada uma representada pelos autores Gerson Lodi-Ribeiro, Fausto Fawcett e Braulio Tavares, respectivamente. Além de comentar algumas obras recém-publicadas de novos e antigos autores inseridos nas três tendências – as histórias alternativas de Gerson Lodi-Ribeiro (Xochiquetzal, 2009) e de Roberto de Sousa Causo (Selva Brasil, 2010); as ficções cyberpunks de Fábio Fernandes (Os dias da peste, 2009) e de Richard Diegues (Cyber Brasiliana, 2010); e a ficção borderline de Luiz Bras (Paraíso líquido, 2010) –, o objetivo é relacioná-las ao pós-modernismo, demonstrando que este movimento artístico-cultural é o determinante em comum da atual produção: sendo assim, a história alternativa se aproxima da poética do pós-modernismo que Linda Hutcheon denomina “metaficção historiográfica”; a ficção cyberpunk, segundo Fredric Jameson, é a expressão literária máxima não apenas do pós-modernismo, mas também do capitalismo tardio; e a ficção borderline representa o enfraquecimento da distinção entre alta cultura e cultura de massa, também creditada ao pós-modernismo

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