Duas mini-resenhas na web

CapaPCGH

Pequena coleção de grandes horrores (Rio de Janeiro: Editora Circuito, 2014, 144 páginas) é um livro de micro e minicontos assinados por Luiz Bras, pseudônimo do multipremiado escritor mainstream Nelson de Oliveira. Conta com patrocínio da Petrobras e orelha de Renato Rezende e uma bela diagramação, trazendo quase oitenta textos que testemunham uma guinada do autor para o tupinipunk, ao mesmo tempo em que expressam pela via literária as frustrações e ansiedades do nosso Brasil pós-mensalão. Crítico, experimental e espirituoso.
[ Roberto de Sousa Causo, na Terra Magazine. ]

Investigo e trabalho com o tema do pós-humano desde 1999, desenvolvi um universo ficcional, a Aurora Pós-humana, resultado desse work-in-progress e tenho criado trabalhos transmídia em suportes diversos: quadrinhos, HQtrônicas, música, pintura, ilustração, instalações artísticas, web arte, poesia, aforismos, performance. Então, foi com grande entusiasmo e surpresa que recebi esse volume de contos do matogrossense Luiz Bras. A obra tem como tema central o pós-humano, no entanto, longe das possíveis obviedades do assunto e de sua raiz cientificista, o autor está muito mais preocupado em apresentar os dramas humanos de forma irônica e crítica, dramas e tormentos que se repetem mesmo diante do avanço hipertecnológico. A literatura de Bras lança mão de experimentalismos de linguagem, mas não a ponto de tornar-se hermética e simplesmente esquecer da existência de um leitor, como boa parte da chamada alta literatura contemporânea brasileira faz ao criar livros para ninguém ler. O livro me fisgou e li de um fôlego só, rindo, me entristecendo e às vezes me questionando a cada nova página. Literatura que provoca, isso é arte. O Ciberpajé recomenda!
[ Ciberpajé Edgar Franco, em A arte do Ciberpajé. ]

Anúncios

Tags:


%d blogueiros gostam disto: