Mais dois exercícios

Encontro e desencontro

1.

Escreva um breve texto (entre vinte e trinta linhas), em prosa ou verso, em que você encontra teu escritor predileto. Ou teu artista plástico predileto. Ou teu compositor predileto etc.
Esse encontro pode acontecer em qualquer época ou lugar, mas procure fugir da obviedade biográfica. Nada de encontrar Machado de Assis na ABL ou Guimarães Rosa no consulado.
Evite também a idolatria. Trate teu escritor predileto (artista plástico, compositor etc.) de igual para igual. Humanize-o. Discuta com ele. Brigue com ele. Faça amor com ele.
Se esse escritor ou artista ou compositor predileto for uma influência muito forte e sufocante em tua vida criativa, mate-o sem dó nem arrependimento.

2

Escreva um breve texto (entre vinte e trinta linhas), em prosa ou verso, em que você desencontra tua sombra. Ou teu reflexo no espelho. Ou tuas roupas etc.
Ou então, enveredando pela neurologia, escreva um breve texto em que você desencontra a capacidade de enxergar e reconhecer rostos (prosopagnosia). Ou a capacidade de perceber a forma dos objetos (agnosia perceptiva). Ou a capacidade de perceber o significado da forma dos objetos (agnosia visual associativa) etc.
Em conhecidas coletâneas de casos clínicos − O homem que confundiu sua mulher com um chapéu, Um antropólogo em Marte, Alucinações musicais, entre outras −, o neurologista Oliver Sacks relata vários casos extraordinários, de pacientes cujos transtornos podem render muita literatura interessante.

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