Archive for março \29\UTC 2015

Obras completas de Valerio Oliveira

29/03/2015

Quatro capas

A divina comédia, Fausto
Alice no País das Maravilhas
…………..Crime e castigo

Macunaíma, Orlando, Libertinagem
O estrangeiro, Ficções, 1984
…………..As crônicas marcianas

Claro enigma, Grande sertão: veredas
Almoço nu, Solaris, Laranja mecânica
…………..O jogo da amarelinha

A chuva imóvel, A paixão segundo GH
Duna, Cem anos de solidão, Ubik
…………..Antes do baile verde

Stalker, O arco-íris da gravidade
Lanark, A teus pés, Neuromancer
…………..O marquês de Chamilly

Qualquer livro que eu ame é meu
…………..sou eu

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Liberdade

26/03/2015

Hoje é um dia glorioso. Notaram a vibração nova na atmosfera?

Hoje é o dia da independência ou morte.

Quando acordei, nem imaginava que algo tão surpreendente aconteceria. Uma iluminação profana.

Começou às onze horas, com o generoso e-mail de um jovem leitor.

O rapaz escreveu pra dizer que ele e os amigos do ensino médio estão lendo o romance Sonho, sombras e super-heróis. E me perguntou se eu podia responder umas questões sobre o livro.

Paralisei.

Nos últimos vinte anos, respondi por escrito, ou em entrevistas e debates, centenas de perguntas sobre meus livros. Umas inteligentes outras nem tanto.

Mas nunca me senti muito confortável no papel de autocomentarista. Jamais me considerei um leitor privilegiado de meus contos e romances.

Hoje eu até tentei responder as questões sobre o romance pra jovens. Mas o mal-estar não deixou. Percebi que minhas respostas reduziriam a obra. Empobreceriam a linguagem, os personagens e o enredo.

Pior: minha explicação se tornaria se não a única, a mais legítima. Afinal seria o Autor falando.

Senti que, esses anos todos, comentar-explicar disciplinadamente meus escritos foi um desserviço a mim e aos leitores.

Hoje é o dia da libertação do autor-escravo-da-explicação.

A partir de agora, não explico mais meus livros.

Não explico na escola, no jornal ou na tevê. Não explico durante palestras nem mesas-redondas.

Os livros comentarão-explicarão tudo sozinhos, e farão isso muito melhor que o autor, quantas vezes o leitor quiser.

“Distrito federal” no Diário da Manhã (GO)

19/03/2015

Ronaldo Cagiano

“Distrito federal” no Correio Braziliense

18/03/2015

Correio Braziliense

“A última árvore” na Trasgo

13/03/2015

Trasgo

Galera, já está disponível o número 6 da revista eletrônica Trasgo. Eu participo com um conto inédito, intitulado A última árvore, ambientado numa favela apartada do resto do mundo por uma redoma. Dizem que no centro dessa favela há um labirinto. Dizem ainda que no centro desse labirinto há um grande ipê-amarelo. A última árvore do planeta.

Também concedi uma entrevista ao Rodrigo van Kampen, editor da revista. Para ler, basta clicar aqui.

“Distrito federal” no blogue “Mensagens do hiperespaço”

09/03/2015

Distrito federal resenha

O pesquisador Cesar Silva, coeditor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, resenhou em seu blogue minha rapsódia delirante protagonizada por um curupira-ciborgue.

Do olhar minucioso do crítico não escapou nem o colofão.
Para conferir a resenha, basta clicar aqui.

FC brasuca no Valor

06/03/2015

Valor

No jornal Valor Econômico de hoje, um ótimo artigo assinado por Rodrigo Casarin, sobre a invisibilidade da ficção científica tupiniquim.

Mensagem enviada ao jornalista, tempos atrás:

Olá, Rodrigo.
Segue um comentário geral sobre o tema de tua reportagem.
Creio que as respostas a suas perguntas estão todas aí.
Sobre os destaques brasileiros (última pergunta) dê uma olhada no artigo enviado ao Rascunho. Nele eu indico vários livros de autores contemporâneos.
Sobre as ramificações da ficção científica, veja o arquivo anexo.
Um abraço,
Luiz

Depois de duas décadas pouco interessantes, a ficção científica está voltando a viver um bom momento no Brasil.
Quarenta anos atrás, editoras de médio e grande porte publicavam não apenas os clássicos estrangeiros − Asimov, Bradbury, Clarke, Dick, Heinlein etc. − mas também os brasileiros mais talentosos.
Obras-primas de André Carneiro, Jerônymo Monteiro e Rubens Teixeira Scavone (autores da chamada Primeira Onda) foram seguidas, tempos depois, por livros igualmente preciosos de Fausto Fawcett, Braulio Tavares, Roberto de Sousa Causo, Fábio Fernandes e outros autores da Segunda Onda.
Então, algo aconteceu na virada do século. A economia esfriou, os editores perderam o interesse pelo gênero, a qualidade da produção brasileira caiu e a ficção científica passou a ser assunto apenas de fãs e fanzines.
Mas a estiagem parece estar chegando ao fim.
Com a informatização do processo de produção editorial, o custo industrial do livro caiu. Isso promoveu o nascimento de novas pequenas editoras, muitas das quais vêm publicando sistematicamente ficção científica estrangeira e brasileira, de autores da Segunda e da Terceira Onda.
Editoras de médio e grande porte também voltaram a publicar ficção científica, mas apenas a estrangeira. O caso mais bem-sucedido é o da editora Aleph, que tem investido pesado em seu catálogo de ficção científica, relançando os clássicos sem deixar de apostar nos contemporâneos.
Tanto a crítica acadêmica quanto a jornalística, salvo raríssimas exceções, ainda desprezam a ficção científica. Esse preconceito é antigo. Mas até isso está mudando.
Nas universidades tupiniquins, o número de trabalhos acadêmicos sobre obras de ficção científica aumenta ano após ano. A grande imprensa também está destinando mais espaço a resenhas e ensaios.