Archive for julho \26\UTC 2015

Romance juvenil interativo

26/07/2015

Sugestões serão muito bem-vindas!

A editora propôs o desafio e eu topei na hora: escrever um romance de aventura, para jovens, incorporando as melhores sugestões dos leitores.

O primeiro capítulo já está disponível online. A partir da leitura desse capítulo inicial, todos os leitores poderão opinar sobre o desenvolvimento da história.

Aliás, o romance ainda não tem um título, porque gostaríamos de ouvir as sugestões dos leitores.

Interessado em visitar Cobra Norato? Clique aqui e saiba mais.

“Pequena coleção de grandes horrores” na Musa Rara

24/07/2015

Musa Rara

A escritora Fátima Brito, autora da coletânea de contos Entre o elevador e a praça (Patuá), escreveu linhas preciosas sobre a vasta brutalidade e a breve leveza disseminadas na Pequena coleção de grandes horrores.

Para ler a resenha, basta clicar aqui.

“Paraíso líquido” resenhado por Clayton de Souza

23/07/2015

ParaisoLiquido

Não são poucas as surpresas que aguardam o leitor (principalmente o mais pragmático, infenso às narrativas mais delirantes) nas páginas inusitadas de Paraíso líquido, primeiro livro de contos do escritor Luiz Bras, que alinha a literatura de especulação sobre o ser humano à mais pura ficção científica. Ao folhear atentamente essas páginas, o leitor adentrará um terreno em que convivem pacificamente Borges e Blade runner, Kafka e Neon Genesis Evangelion, ou Matrix.

Luiz Bras é um escritor aguerrido à causa dessa literatura tão pouco considerada nos meios mais sisudos de nossa alta cultura. E como leitor já tarimbado da tradição literária universal (os seguidores de sua coluna mensal no Jornal Rascunho podem atestar isso com facilidade), e não menos versado no que há de mais notório na ficção científica (Neuromancer, Eu, robô etc.), trata de operar uma alquimia consistente entre estes polos, e o resultado passa longe do irrisório.

Como exemplos, cabe a menção a contos como Aço contra osso, Memórias e Futuro presente, onde em situações transreais como uma caçada humana a um programa que assimila seres vivos, um jogo de manipulação mental envolvendo dois hackers e uma mãe e sua filha, ou uma trama que gira em torno de uma crise global envolvendo três líderes mundiais e uma compulsiva e astuta assistente, respectivamente, é desenvolvido um jogo de espelhos e identidade além de equações simétricas e fascinantes, elementos que nos enlevam na prosa borgiana, como em O jardim dos caminhos que se bifurcam.

Outro elemento recorrente são as situações que envolvem tais contos, quase sempre entre o colapso da realidade e o momento apocalíptico. Em ambos, o humano e o tecnológico se entrecruzam, e a web é a instância última da realidade, a contestá-la ou a transcendê-la, rumo a uma dimensão de conhecimento mais vasta que a mera realidade. É o labirinto em que a consciência (alterada ou não artificialmente) se vê enredada, como nos contos Nuvem de cães-cavalos, Nostalgia e Singularidade nua: o ser humano é sempre o títere do universo da informática, mesmo quando aparenta ser o manipulador consciente para quem ela, a informática, é mero instrumento de suas pretensões sub-reptícias (Memórias, Singularidade nua).

Estilisticamente, há que se ressaltar a intensa criatividade do autor, mesmo quando suas fábulas fazem menção ou nos lembram obras como O vingador do futuro, ou Blade runner. Pasma-se o leitor quando, entre um conto e outro, se depara com uma teia tão complexamente tecida, em quase nada remetendo uma à outra. Sua escrita é simples e acessível, embora imbuída de termos próprios do gênero, como nanotecnologia ou hiper-realidade. Sua habilidade na construção textual permite inclusive construir um conto, Déjá-vu, que pode ser lido de trás para frente, alterando no processo a noção temporal dos fatos.

Por fim, Paraíso líquido é desses livros que se originam de um criativo processo alquímico cujo resultado vale a pena ser conferido até pelo leitor mais recalcitrante. Suas prerrogativas sustêm a leitura, e, mais importante, fecundam a reflexão durante e após o processo.

Clayton de Souza

Uma nova aventura em Cobra Norato

22/07/2015

Ventania brava

Extra, extra, ótima notícia: chegou da editora meu novo romance pra jovens.

O harmonioso projeto gráfico é da Tereza Yamashita e as ilustras minimalistas são do Teo Adorno.

Obrigado, Rodrigo de Faria e Silva, Gabriella Plantulli, Paula Loreto e Thais Marques. A edição ficou maravilhosa!

Sinopse
Daniel tem apenas treze anos e acaba de ser promovido a presidente da empresa onde trabalha.
Estamos no ano 2080 e agora os jovens administram o mundo. Todos os políticos e empresários têm menos de dezoito anos. Até mesmo o presidente da república é um adolescente.
Os adultos foram banidos dos cargos importantes por absoluta incompetência em governar o mundo. Atualmente eles ficam em casa ou viajando, aproveitando as prolongadas férias.
O planeta e as pessoas vivem em paz. Não há mais guerras nem devastação ambiental.
Para o jovem Daniel tudo estaria ótimo, se uma misteriosa ventania não estivesse castigando sua cidade há meses.

[ Sesi-SP Editora ]