Babel Hotel

No início da aventura, o taxista Heitor está com um sério problema com o calendário. Não importa o que faça, ele acorda sempre no mesmo dia: 13 de julho, sexta-feira. Parece até uma piada de mau gosto do destino. Para o pobre Heitor todos os dias são o mesmo e único dia, tudo se repete, nada muda. Como na divertida comédia Feitiço do tempo (o título original é Groundhog day), estrelada por Bill Murray. Mas o taxista não vê graça alguma nesse fenômeno. E o que já é estranho vai ficando mais estranho ainda quando ele conhece outras pessoas na mesma situação: a adolescente Paula, a atriz Estela, o gerente de banco Ulisses, o fotojornalista Flávio, o investigador policial Tigre e a ortodontista Rhana.

Os sete prisioneiros do tempo transformaram um quarto do Babel Hotel em seu quartel-general. Cada um tem uma explicação diferente para o que está acontecendo: Heitor acredita que morreu e foi parar no inferno, Paula pensa que está participando de um jogo de realidade virtual, Estela acha que está havendo uma falha nas leis da física, Ulisses crê que está sofrendo uma alucinação provocada por sua esquizofrenia, Flávio acredita que está sendo usado como cobaia de uma experiência médica com alucinógenos, Tigre pensa que forças ocultas e fantasmagóricas estão agindo na cidade e Rhana acha que tudo não passa de uma ação de seres de outro planeta. Quem estará com a razão? Pra complicar mais ainda as coisas, um sujeito muito magro, vestido todo de preto, com uma maleta preta e óculos escuros, atravessa o caminho do grupo, aparecendo nos lugares mais inesperados e desaparecendo sem deixar pista. Ninguém sabe quem é ele. Mas os sete desconfiam que somente o Magrelo pode dizer o que realmente está acontecendo em Cobra Norato.

Indicado ao Jabuti 2010, na categoria Juvenil.
Para leitores reflexivos: a partir dos doze anos de idade.
Ilustrado por Renato Moriconi
Editora Scipione

Atenção! Se você quiser saber como Cobra Norato foi construída, é só clicar AQUI.


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