Universo ficcional compartilhado

30/09/2015

Mandalas

Laboratório de criação coletiva

Coordenação: Nelson de Oliveira

Uma atividade individual mas coletiva, coletiva mas individual.

A escrita literária é uma atividade solitária que aceita muito bem a participação de outros leitores-escritores. Em geral opinando criticamente, às vezes participando também do processo criativo.

A fim de promover essa participação menos comum, o laboratório reunirá quinze ficcionistas iniciantes e veteranos interessados em criar e explorar um universo ficcional compartilhado.

O que é isso?

Um universo ficcional compartilhado é um conjunto de elementos ficcionais (personagens e ambientação) que pode ser compartilhado total ou parcialmente por diversos autores.

O grupo criará coletivamente um conjunto de personagens e uma ambientação específica, que serão usados pelos participantes na produção de contos individuais (cada escritor escreverá o seu conto).

Haverá liberdade total na criação dos personagens e da ambientação.

A definição conjunta do tempo e do espaço narrativos também será livre. A ambientação poderá ser uma cidade, um bairro, um edifício ou qualquer outro local real ou imaginário, no passado, presente ou futuro.

Uma vez definidos os personagens e o universo ficcional, os autores do coletivo escreverão contos individuais, usando total ou parcialmente os elementos definidos.

Será dada ampla liberdade na elaboração do enredo e da linguagem dos contos, desde que as premissas definidas pelo grupo não sejam totalmente ignoradas. Essas premissas podem até ser subvertidas, se o contista quiser, mas não poderão ser descartadas.

No final do processo, os melhores contos serão reunidos numa coletânea impressa, com direito a sessão de autógrafos e sarau.

Público: ficcionistas iniciantes e veteranos interessados em criar coletivamente um universo ficcional.

Duração: seis meses, ao ritmo de um encontro por mês (de três horas).

Haverá também encontros informais no facebook.

Uma aventura da inteligência

24/08/2015

Fliaraxá

O Fliaraxá 2015 acontecerá de 26 a 30 de agosto, em Araxá (MG), e reunirá mais de sessenta autores brasileiros.

Romance juvenil interativo no Estadão

12/08/2015

Estadão

Romance juvenil interativo

26/07/2015

Sugestões serão muito bem-vindas!

A editora propôs o desafio e eu topei na hora: escrever um romance de aventura, para jovens, incorporando as melhores sugestões dos leitores.

O primeiro capítulo já está disponível online. A partir da leitura desse capítulo inicial, todos os leitores poderão opinar sobre o desenvolvimento da história.

Aliás, o romance ainda não tem um título, porque gostaríamos de ouvir as sugestões dos leitores.

Interessado em visitar Cobra Norato? Clique aqui e saiba mais.

“Pequena coleção de grandes horrores” na Musa Rara

24/07/2015

Musa Rara

A escritora Fátima Brito, autora da coletânea de contos Entre o elevador e a praça (Patuá), escreveu linhas preciosas sobre a vasta brutalidade e a breve leveza disseminadas na Pequena coleção de grandes horrores.

Para ler a resenha, basta clicar aqui.

“Paraíso líquido” resenhado por Clayton de Souza

23/07/2015

ParaisoLiquido

Não são poucas as surpresas que aguardam o leitor (principalmente o mais pragmático, infenso às narrativas mais delirantes) nas páginas inusitadas de Paraíso líquido, primeiro livro de contos do escritor Luiz Bras, que alinha a literatura de especulação sobre o ser humano à mais pura ficção científica. Ao folhear atentamente essas páginas, o leitor adentrará um terreno em que convivem pacificamente Borges e Blade runner, Kafka e Neon Genesis Evangelion, ou Matrix.

Luiz Bras é um escritor aguerrido à causa dessa literatura tão pouco considerada nos meios mais sisudos de nossa alta cultura. E como leitor já tarimbado da tradição literária universal (os seguidores de sua coluna mensal no Jornal Rascunho podem atestar isso com facilidade), e não menos versado no que há de mais notório na ficção científica (Neuromancer, Eu, robô etc.), trata de operar uma alquimia consistente entre estes polos, e o resultado passa longe do irrisório.

Como exemplos, cabe a menção a contos como Aço contra osso, Memórias e Futuro presente, onde em situações transreais como uma caçada humana a um programa que assimila seres vivos, um jogo de manipulação mental envolvendo dois hackers e uma mãe e sua filha, ou uma trama que gira em torno de uma crise global envolvendo três líderes mundiais e uma compulsiva e astuta assistente, respectivamente, é desenvolvido um jogo de espelhos e identidade além de equações simétricas e fascinantes, elementos que nos enlevam na prosa borgiana, como em O jardim dos caminhos que se bifurcam.

Outro elemento recorrente são as situações que envolvem tais contos, quase sempre entre o colapso da realidade e o momento apocalíptico. Em ambos, o humano e o tecnológico se entrecruzam, e a web é a instância última da realidade, a contestá-la ou a transcendê-la, rumo a uma dimensão de conhecimento mais vasta que a mera realidade. É o labirinto em que a consciência (alterada ou não artificialmente) se vê enredada, como nos contos Nuvem de cães-cavalos, Nostalgia e Singularidade nua: o ser humano é sempre o títere do universo da informática, mesmo quando aparenta ser o manipulador consciente para quem ela, a informática, é mero instrumento de suas pretensões sub-reptícias (Memórias, Singularidade nua).

Estilisticamente, há que se ressaltar a intensa criatividade do autor, mesmo quando suas fábulas fazem menção ou nos lembram obras como O vingador do futuro, ou Blade runner. Pasma-se o leitor quando, entre um conto e outro, se depara com uma teia tão complexamente tecida, em quase nada remetendo uma à outra. Sua escrita é simples e acessível, embora imbuída de termos próprios do gênero, como nanotecnologia ou hiper-realidade. Sua habilidade na construção textual permite inclusive construir um conto, Déjá-vu, que pode ser lido de trás para frente, alterando no processo a noção temporal dos fatos.

Por fim, Paraíso líquido é desses livros que se originam de um criativo processo alquímico cujo resultado vale a pena ser conferido até pelo leitor mais recalcitrante. Suas prerrogativas sustêm a leitura, e, mais importante, fecundam a reflexão durante e após o processo.

Clayton de Souza

Uma nova aventura em Cobra Norato

22/07/2015

Ventania brava

Extra, extra, ótima notícia: chegou da editora meu novo romance pra jovens.

O harmonioso projeto gráfico é da Tereza Yamashita e as ilustras minimalistas são do Teo Adorno.

Obrigado, Rodrigo de Faria e Silva, Gabriella Plantulli, Paula Loreto e Thais Marques. A edição ficou maravilhosa!

Sinopse
Daniel tem apenas treze anos e acaba de ser promovido a presidente da empresa onde trabalha.
Estamos no ano 2080 e agora os jovens administram o mundo. Todos os políticos e empresários têm menos de dezoito anos. Até mesmo o presidente da república é um adolescente.
Os adultos foram banidos dos cargos importantes por absoluta incompetência em governar o mundo. Atualmente eles ficam em casa ou viajando, aproveitando as prolongadas férias.
O planeta e as pessoas vivem em paz. Não há mais guerras nem devastação ambiental.
Para o jovem Daniel tudo estaria ótimo, se uma misteriosa ventania não estivesse castigando sua cidade há meses.

[ Sesi-SP Editora ]

Tudo é criança

13/06/2015

Nossas noites sempre
apareciam na cidade
quase como um oráculo.

A menos de 100 anos
de Portugal e do Marquês
de Sade
as dúvidas não mais
nos limitam.

O que estou lendo?

As opiniões diárias
no meio do mato mais incrível
da minha vida.

*   *   *
Valerio Oliveira
[ poema extraído de uma página de jornal ]

Cândido

Circuito São Paulo de Cultura

11/06/2015

Um beliscão na imaginação
Oficina de criatividade literária com Luiz Bras

O objetivo da oficina é estimular a imaginação e a criatividade literária dos participantes.
O encontro será dividido em duas partes: teoria e prática.
Na primeira, conversaremos sobre as particularidades dos diferentes gêneros literários: poema, conto, crônica, novela e romance.
Na segunda parte, realizaremos um exercício de desbloqueio criativo que possibilitará a produção de um bom texto curto, em prosa ou verso.

15 de junho, segunda-feira, 14h: Biblioteca Hans Christian Andersen
20 de junho, sábado, 14h: Ponto de Leitura Olido
24 de junho, quarta-feira, 14h: Biblioteca Álvaro Guerra
27 de junho, sábado, 11h: Biblioteca Clarice Lispector

Duração: duas horas

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Luiz Bras
Escritor e coordenador de oficinas de criação literária, é autor da rapsódia Distrito federal (Patuá), da coletânea de contos Pequena coleção de grandes horrores (Circuito) e do romance Sozinho no deserto extremo (Prumo).

O desenho e a palavra

10/06/2015

A ditadura do autor
costuma ser analítica.
É difícil pensar,
desde o século 19,
o tempo, sua música.

Efervescência:
um lastro de machismo
autoritário não pode
sobreviver.

Crescei e multiplicai-vos
na informática.
O uso das pessoas
desbanca a transformação
do mundo.

*   *   *
Valerio Oliveira
[ poema extraído de uma matéria de revista ]

Revista E