Sozinho no deserto extremo

Como seria viver distante de uma sociedade hipócrita em que todos apenas cumprem protocolos sociais?

Como seria viver longe, muito longe dos escândalos políticos, dos conflitos conjugais, das picuinhas do escritório?

Davi, um publicitário bem-sucedido, acorda certo domingo e percebe que está sozinho em casa. A mulher e os filhos pequenos não estão, a quietude é incomum. Até mesmo o costumeiro barulho abafado do trânsito desapareceu.

Davi telefona para a mulher, mas a ligação cai na caixa-postal. Preocupado, telefona para outros números, e nada, ninguém atende. Em poucos minutos, olhando pela janela e navegando na internet, ele percebe que está sozinho no mundo.

Como manter a sanidade mental e até mesmo a própria noção de individualidade num mundo despovoado, sem ninguém em quem se espelhar? Mais complicado ainda: como sobreviver sem os serviços básicos: de alimentação, transporte e saúde?

Até esse dia, as pessoas das grandes cidades — incluindo o protagonista deste romance — só conheciam a solidão metafórica: sentir-se sozinho na multidão. O que Davi agora tem de enfrentar é algo bastante diferente: a solidão concreta.

Sozinho no deserto extremo narra em detalhes esse estranho e difícil enfrentamento.

Para o público adulto.
Design da capa e gravuras digitais internas de Tereza Yamashita.
Editora Prumo


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