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Nelson de Oliveira no jornal La Capital

10/12/2015

Jornal La Capital

Así es, los libros se retoban. Si tuviera que resumir jocosamente la novela de Nelson de Oliveira usaría esa frase con el objetivo de despertar la curiosidad de mi/s interlocutor/es de turno. Y continuaría.

Los libros fueron inventados para ser leídos, admirados, cuidados, mimados. En eso no se diferencian de otros objetos. Si eso no pasa, ellos buscan la forma de llamar la atención, ¿no te parece?

Pero por suerte en el mundo propuesto por Nelson las cosas no son tan fáciles. Está repleto de historias paralelas que en el momento menos esperado se conectan para dar sentido al plan “maléfico” que un regimiento de criaturas (para mí son igualitas a los gremlins, pero con mucha más onda) quiere llevar a cabo.

Un interrogante entre premonitório y apocalíptico me asalta: ¿llegará el día en el que el ser humano no podrá más dar pie con bola?

En algún punto, sentí que Nelson nos quiere decir eso de una forma delicada, casi subrepticiamente. Tal vez, él lo sepa pero por temor a desatar alguna catástrofe planetaria (superando así a Orson Welles cuando teatralizó en la radio “La guerra de los mundos”) lo ficcionaliza con astucia y cumple su misión cósmica de pasarnos el mensaje.

La verdad no sé. Lo que sé es que la novela es sublime tanto por lo que cuenta como por cómo lo cuenta.

Agustín Arosteguy
Caderno de Cultura
Jornal La Capital, de Mar del Plata

Uma aventura da inteligência

24/08/2015

Fliaraxá

O Fliaraxá 2015 acontecerá de 26 a 30 de agosto, em Araxá (MG), e reunirá mais de sessenta autores brasileiros.

Pra ninguém confundir mais

07/08/2014

Sim, amigos, concordo com vocês. Quando a diferença não está na fisionomia, na cor da íris ou no tom da voz, fica difícil distinguir uns dos outros. Para evitar confusão, divulgo aqui a biografia (imaginária) dos quatro suspeitos. Acompanha um retrato falado (pouco confiável, pois igualmente imaginário) de cada um, para futuras averiguações.

Quarteto 1

Teodoro Adorno nasceu no dia 21 de dezembro (solstício de verão) de 1970, em Tubiacanga, capital de Pasárgada. É dublê de artista gráfico e doutor em transmutação alquímica pela Universidade Imperial de Utopia. Prefere os fermentados aos destilados. Adora filmes de animação, histórias em quadrinhos e gatos. Com os felinos aprendeu a difícil arte da telepatia e da viagem no tempo. Sofre de tiranofobia. Também sofre de selenofobia, mas só aos sábados. Traduziu muitas parábolas profanas do sindarin para o klingon. Costuma reunir os amigos de Kadath e Cittabella em irreverentes sessões de modelo nu, desenho cego, caricatura e aquarela. Sua sombra andarilha é assombrada pelas realidades indizíveis de Saul Steinberg. Há dez anos desenha uma HQ experimental intitulada Teoria do caos, sobre suas vidas passadas. Só acredita em biografias imaginárias. E no poder revigorante da cafeína.

Luiz Brasil nasceu no dia 22 de abril de 1968, em Cobra Norato, pequena cidade da mítica Terra Brasilis. É ficcionista e coordenador de laboratórios de criação literária. Na infância ouvia vozes misteriosas que contavam histórias secretas. Hoje coleciona miniaturas e gravuras de zigurates. Gosta de pensar que essas construções míticas, sagradas, simbólicas abrigam criaturas e mistérios do passado e do futuro. De nosso mundo e de outros. Espantou-se ao ver pela primeira vez, no Centro Espacial de Hooloomooloo, uma prótese neurológica conectada a um exoesqueleto. Agora está tentando resolver, na literatura, a mesma mistura de fascínio e medo que nossos antepassados sentiram ao domesticar o fogo. Só acredita em biografias imaginárias. E nos universos paralelos de Remedios Varo. Venceu duas vezes o importante e impossível Prêmio Príncipe de Cstwertskst, na categoria romance (2010) e na categoria conto (2014). Principais livros: Pequena coleção de grandes horrores (minicontos, 2014) e Sozinho no deserto extremo (romance, 2012).

Valerio Oliveira nasceu no dia 21 de junho (solstício de inverno) de 1958, em Xanadu, capital de Grande Garabagne. Durante toda a infância morou a cem metros do fabuloso palácio de verão de Kubla Khan. É poeta e vagabundo globalizado. Já viveu no subúrbio de Los Angeles, Buenos Aires, Praga, Madri, Milão, Lisboa, Cairo, Luanda, Cidade do Cabo, Nova Délhi e de outras dez capitais do Oriente. Gosta de orquídeas, Modigliani e Itamar Assumpção, de verdades noturnas e falsidades diurnas. Jamais foi passivo ou ativo, costuma ser apenas contemplativo. Ama a espiral congelada da fumaça do cachimbo. Não acredita em realismos ou surrealismos, somente no real e nas suas valiosas expansões. Não coleciona essências nem aparências naturais, prefere as artificiais. Só acredita em biografias imaginárias. E no poder transcendente do verso livre. Principais livros: Todos os presidentes (poemas, 2008) e Teto no piso (poemas, 2006).

Nelson de Oliveira ainda não nasceu. Para não assustar os amigos, prefere mentir que nasceu no dia 16 de agosto de 1966, em Mahagonny, maior cidade da Ilha do Dia Anterior. É ensaísta e professor livre-docente de literatura xamânica na Universidade de Macondo (Unimac). Leu e releu todos os livros, assistiu mais de uma vez a todos os filmes. É de leão e, no horóscopo chinês, cavalo. Prefere os destilados aos fermentados. Fala fluentemente doze idiomas secretos, incluindo o das abelhas: a ironia. Anos atrás buscou asilo político no paraíso, mas cansado de tanto silêncio decidiu voltar ao inferno. Pesquisa a imortalidade por meio do upload da consciência. Só acredita em biografias imaginárias. E na beleza moral do céu estrelado dentro de nós. Venceu duas vezes o importante e impossível Prêmio Príncipe de Cstwertskst, na categoria conto (1996) e na categoria romance (2006). Principais livros: Poeira: demônios e maldições (romance, 2010) e Ódio sustenido (contos, 2007).