Posts Tagged ‘Universo ficcional compartilhado’

Ateliê de criação literária na Casa Mário de Andrade: turma A

07/01/2016

Turma A

AS LONTRAS DAQUELA HORA vieram dos pontos mais diferentes.
Chegaram curiosas, empolgadas, sem saber que já eram parte de algo que ainda não era, mas seria. Algo importante, macunaímico.
Na bagagem de mustelídeo elas trouxeram um pouco de tudo: luz, carinho, poesia, riso, angústia, tempestade… Foi no centro do redemoinho de diferenças & semelhanças que esse coletivo literário nasceu.
Nascido, ele plantou uma semente: um universo ficcional criado & compartilhado por dezessete sensibilidades. Que germinou, cresceu e deu frutos: uma grande coleção de contos interligados. Que dará origem a uma provocativa coletânea. Que será lançada em março de 2016, na Casa Mário de Andrade.
O Ateliê deste ano de 2015 chegou ao final, mas o final está longe de chegar ao universo amorosamente gestado, parido & compartilhado durante o Ateliê.
Em janeiro & fevereiro, de volta ao trabalho, galera. Temos um filhote pra editar!
[ Fico só pensando o que o fantasma do Mário está achando dessa pajelança. ]

Turma A 2

Oficina Cultural Casa Mário de Andrade

Fotos de Carmem Félix e Sonia Nabarrete

[ O coletivo As Lontras Daquela Hora é Álvaro Cordeiro, André Prado, Erika Neves, Eugen Weiss, Guta Girolamo, João Lourenço, Jorge Nagao, Lady Lou, Lucas Cunha, Luiz Bras, Maga, Mayara Valério, Pamela Zapa, Renata Zamboni, Sonia Nabarrete, Talita Bittioli e Vanessa Farias. ]

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Ateliê de criação literária na Casa Mário de Andrade: turma B

07/01/2016

Turma B

Neste momento tão crítico, de ocupações generalizadas, até mesmo a antiga casa do Mário de Andrade foi invadida. Todas as terças-feiras à noite, durante meses.
Almas penadas? Assombrações modernistas? Quase isso.
Na rua Lopes Chaves, 546, uma facção de extremistas da ficção libertária & libertina fumou o cachimbo da guerra e da paz. E da fumaça enovelada surgiu uma galeria de personagens ardilosas, um edifício excêntrico, um universo ficcional compartilhado.
Nesse convescote delirante também nasceu o coletivo ARMÁRIO DO MÁRIO: OCUPAÇÃO LITERÁRIA. Ter convivido durante tanto tempo com esses vinte e um atelienses foi uma experiência gratificante.
Mas a invasão ainda não acabou. Em janeiro e fevereiro continuaremos conspirando, agora pra ocupar tua mente, leitor. Continuaremos trabalhando na sombra, preparando em segredo a coletânea de contos que será lançada em março de 2016.

Luiz Bras

Oficina Cultural Casa Mário de Andrade

Fotos de Eliane Coster

[ O coletivo Armário do Mário: Ocupação Literária é Aldo Menezes, Antony Castro, Brontops Baruq, Cibele Nardi, Dani Alba, Dario Pato, Denise Ranieri, Diana Paz, Elaine Valeria, Eliane Coster, Estela Campos, Fernando Feitosa, Francisco da Sé, Gê Martins, Guilherme Azevedo, Lilia Guerra, Luiz Bras, Maurício Rosa, Paulo Eduardo, Pnina Bal, Tereza Ruiz e Thais Cavalcante. ]

Universo ficcional compartilhado

30/09/2015

Mandalas

Laboratório de criação coletiva

Coordenação: Nelson de Oliveira

Uma atividade individual mas coletiva, coletiva mas individual.

A escrita literária é uma atividade solitária que aceita muito bem a participação de outros leitores-escritores. Em geral opinando criticamente, às vezes participando também do processo criativo.

A fim de promover essa participação menos comum, o laboratório reunirá quinze ficcionistas iniciantes e veteranos interessados em criar e explorar um universo ficcional compartilhado.

O que é isso?

Um universo ficcional compartilhado é um conjunto de elementos ficcionais (personagens e ambientação) que pode ser compartilhado total ou parcialmente por diversos autores.

O grupo criará coletivamente um conjunto de personagens e uma ambientação específica, que serão usados pelos participantes na produção de contos individuais (cada escritor escreverá o seu conto).

Haverá liberdade total na criação dos personagens e da ambientação.

A definição conjunta do tempo e do espaço narrativos também será livre. A ambientação poderá ser uma cidade, um bairro, um edifício ou qualquer outro local real ou imaginário, no passado, presente ou futuro.

Uma vez definidos os personagens e o universo ficcional, os autores do coletivo escreverão contos individuais, usando total ou parcialmente os elementos definidos.

Será dada ampla liberdade na elaboração do enredo e da linguagem dos contos, desde que as premissas definidas pelo grupo não sejam totalmente ignoradas. Essas premissas podem até ser subvertidas, se o contista quiser, mas não poderão ser descartadas.

No final do processo, os melhores contos serão reunidos numa coletânea impressa, com direito a sessão de autógrafos e sarau.

Público: ficcionistas iniciantes e veteranos interessados em criar coletivamente um universo ficcional.

Duração: seis meses, ao ritmo de um encontro por mês (de três horas).

Haverá também encontros informais no facebook.